A ficção distópica brasileira sob o olhar atento de Pedro Sasse



Autor estreante no gênero romance, Sasse já tinha dado indícios do talento com as letras quando publicou os contos O que vem à nossa rede e O barqueiro de Vostok, nas coletâneas Terror na Amazônia e Inominável: 130 anos de H. P. Lovecraft, respectivamente. Em 2020, teve o romance A nova América selecionado pela Pará.grafo Editora, concorrendo com mais de 160 outras obras.


A nova América é daqueles livros que a gente mergulha tão profundamente que a superfície foge do alcance por algum tempo. É um Brasil distópico, mas também contemporâneo, que usa da ficção científica para descrever um futuro que converge paralelamente ao presente. É história de tirar o fôlego, que nos faz querer contar aos amigos na mesa de bar, mesmo que eles não sejam tão interessados assim em literatura.


Sendo mais direto, o romance conta a história de uma cidade, de um futuro, de uma geração, através dos olhos de quatro personagens com vivências bem distintas entre si: "Uma refugiada cresce distante de seu lar. Uma psicóloga desencantada redescobre a beleza da mente humana. Um agente do governo luta entre o dever e a culpa. Uma guerrilheira procura o significado da verdadeira revolução. [...] Sob a terra, uma metrópole claustrofóbica sobrevive à base de distrações tecnológicas e remédios para ansiedade; acima, as ruínas de uma cidade devastada pela doença e pela guerra são disputadas pelos que tentam sobreviver; no meio, uma misteriosa figura orquestra o choque entre dois mundos.".


O romance está em pré-venda no site Catarse (www.catarse.me/anovaamerica). Tem várias recompensas disponíveis, inclusive (por uma bagatela de preço) um Minicurso sobre Ficção Distópica com o autor. Sem falar que o livro está muito lindo, com projeto gráfico do designer Renan Fanelli e editoração de Dênis Girotto de Brito. Coisa de primeira!




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