O comportamento marginal de Giselle Ribeiro na cena literária contemporânea é um evento das ações do viver artístico que cola na obra de uma guangue de autoras dominadas por Ana Cristina Cesar e Hilda Hilst acrescida pela carga extraordinária e explosiva das infrações provocadoras de Adília Lopes, Alice Ruiz, Líria Porto, Ana Farrah Baunilha, Lázara Papandrea, Adriane Garcia, Lourença Lou, com quem interage ou se articula, a obra como extensão de outras obras desmotivadoras da boa tradição. Arte e literatura não canonizadas, feitas por linhas tortas, por prazer e gozo. 


Isoladas ou refugiadas em casa, se pudermos pensar a casa como um lugar seguro para as mulheres, vegetarianas e de esquerda, quem sabe, ou habituais donas de casa, protagonistas de trajetórias sofridas, em uma sociedade desigual, como a brasileira, Dina procurará levar até elas – alunas, amigas, amantes, as suas DMs cheias de história de luxúria queer, desejo gay, tesão e orgasmo sáfico. Desde que fiquem abertas às influências “gozificadas”, receberão essa dádiva. Dina não se intimida com a normatividade da sociedade das letras, ela é uma divulgadora verdadeira da manifestação (não só da comunicação) da poesia. O espírito de fábula que atravessa o livro, lido pelos olhos apropriados, poderá fornecer um aspecto de estímulo cenográfico, de ambientação roteirizada da linguagem como paixão clandestina, na voz de uma aldeã.

Escola para mulheres safo, de Giselle Ribeiro

R$ 25,00Preço
  • ESPECIFICAÇÕES

    Gênero: Poesia contemporânea

    Formato: 14 x 21 cm

    Páginas: 116

    Editora: Folheando

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